O bizarro caso do homem mutilado que joga vôlei feminino


Um rapaz chamado Rodrigo Pereira de Abreu mutilou o pênis e colocou silicone para se parecer com uma mulher. Depois disso começou a dizer que seu nome é Tifanny.
Esse seria apenas mais um caso bizarro entre tantos outros que vemos diariamente.
Seria apenas mais um daqueles casos que nos fazem lembrar histórias de ficção cientifica onde a humanidade adquire um desenvolvimento tecnológico antes de adquirir um desenvolvimento psicológico apropriado. Então os homens começam mutilar o pênis e falar que são mulheres.
Não era para ninguém levar isso a sério.
Porém não apenas levam essas bizarrices a sério como ainda colocam o cara para jogar em um time de vôlei feminino sério em uma competição feminina séria.
Isso mesmo. Colocaram o cara para jogar em um time “SÉRIO”.
Eu vou repetir a palavra “SÉRIO” para deixar bem claro que o time é “SÉRIO”.
Não é uma competição de palhaços de circo fazendo peraltices pra fazer as pessoas rirem. Não mesmo.
Trata-se de um time “SÉRIO” chamado Vôlei Bauru que compete na Superliga feminina de vôlei. E, pra quem não sabe, a Superliga feminina de vôlei é uma competição “SÉRIA” que não tem nada a ver com circo.

Rodrigo Pereira de Abreu, com 32 anos, passou pela equipe masculina do Esmoriz em 2008-09 antes de se transformar em Tiffany e ser aceito em um time “FEMININO SÉRIO”.

Ele sempre jogou em campeonatos masculinos – com passagem, além da liga portuguesa, por Indonésia, Espanha, França, Holanda e Bélgica. Até que, após ter completado a mudança de sexo quando representava o JTV Dero Zele-Berlare (da segunda liga belga), recebeu permissão da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) (que até então seria uma Federação “SÉRIA”) para competir em provas femininas.

Rodrigo Pereira estreou como “jogadora” no Golem Palmi na liga belga contra o Delta Informatica Trentino.

Naquele dia o time dele estava perdendo até o momento em que ele foi colocado no jogo. Neste momento, como era de se esperar de um “homem” de 1,93 metros, ele fez o time ganhar a competição sendo eleito “a” MVP da partida sem nenhum mérito e atropelando todas aquelas mulheres que realmente tinham lutado para estarem naquela posição.

Naquele dia a capitã do time perdedor, Sílvia Fondriest, comentou o caso falando o seguinte:

“Tivemos dois jogos diferentes: um até ela entrar, outro depois. A nível pessoal, ela tem todo o meu respeito por tudo o que passou. Mas, a nível desportivo, os seus parâmetros físicos não são os mesmos de uma mulher. No ano passado tive a sorte de competir na A1 [o primeiro escalão transalpino] e nem lá se veem muitas jogadoras que consigam jogar à sua altura e com um ataque tão forte”.

Sim, em qualquer sociedade de pessoas normais ninguém levaria a sério um homem mutilado querendo jogar em um time feminino. Porém o que vemos é aquilo que citei no inicio. Estamos diante de uma daquelas situações de ficção cientifica onde as pessoas não estão psicologicamente capacitadas para possuir tecnologias e então fazem essas coisas bizarras.

A alguns dias atrás a jogadora Tandara deu a sua opinião sobre o caso:
– Eu respeito a história dela, para a sociedade é muito importante, dar a cara para bater, é uma pessoa que eu respeito muito. É um assunto delicado. Eu estava segurando para falar sobre isso porque estava esperando nosso confronto. Estudei, falei com muita gente sobre o assunto, tive um respaldo e eu não concordo com ela jogar no vôlei feminino […]Respeito muito a história dela, para a sociedade é importante, mas eu não concordo com a participação da Tifanny na Superliga Feminina. Durante toda puberdade ela se desenvolveu como sexo masculino. Querendo ou não, ela leva vantagem.”
Veja o video:

Tandara (uma mulher de verdade) ganhou a sua posição de destaque como jogadora depois de muito esforço. E, no final, está sendo superada por um homem mutilado que colocou na cabeça que iria jogar em um time feminino.

O pior de tudo isso é ver que os times teoricamente “SÉRIOS” colocaram o cara pra jogar com as mulheres.
Isso é bizarro!


Agora imaginem no futuro, quando a humanidade estiver mais desenvolvida intelectualmente, as pessoas falando sobre o passado:

– Você sabia que no passado tinham homens que mutilavam o pênis e jogavam em times femininos?
Então a outra pessoa vai dizer:
– Credo, como eram bizarros. Mas isso era em um circo? Eles eram palhaços de circo?

Assim a outra pessoa vai rir e falar:
– Eles colocavam os homens para jogar em times “SÉRIOS”. E quem fosse contra o fato de homens tomarem o lugar de mulheres em competições esportivas era tratado como “preconceituoso”.